sexta-feira, 25 de março de 2011

O serpentário e o novo signo



Depois de um longo tempo de casulo o Beijo de Borboleta voltou repaginado e com novas cores, e para reiniciar essa fase vou postar sobre um assunto que anda em alta nos trends do twitter e nas páginas do mundo virtual.

Quero deixar claro que apesar da astrologia ser um tópico constante nos meus solitários momentos de estudo, não sou uma expert no assunto. E resolvi postar sobre o tema depois de ver tantas perguntas e muitas informações confusas. 


Esse assunto vem periodicamente ressurgindo, e voltou à moda este ano depois  que uma tese divulgada por astrônomos do Planetário de Minnesota, nos Estados Unidos, defende que as alterações no alinhamento da Terra podem ter mudado as datas dos signos do zodíaco, havendo o surgimento de um 13° signo, o Serpentário.

Mais será que simplesmente os planetas resolveram fazer a dança das cadeiras e acordamos com um novo signo?

Vamos tentar entender um pouco essa confusão celeste...

Acredito que o problema está em misturar astronomia e astrologia, que apesar de terem uma mesma origem em comum possuem um olhar bem diverso dos mistérios do céu. Podemos definir a astronomia atualmente como uma ciência que se preocupa com a origem, composição e todos os assuntos relacionados aos corpos celestes, já a astrologia estuda a influência dos astros, e dá ênfase a um grupo específico de estrelas que conhecemos como as constelações do zodíaco.

A palavra zodíaco vem do grego zodion, que significa animal e kyklos, círculo. E possue este nome porque as estrelas eram associadas a formas mitológicas da antiguidade, geralmente animais e deuses. Os doze signos que conhecemos atualmente existem a pelo menos 3.000 anos, desde a origem da astrologia. 

Mais como se definiu os 12 signos do zodíaco?

Na antiguidade o homem olhou para o céu e observou que o sol tinha uma trajetória fixa, passeando por um grupo de constelações visíveis. Desenhou-se assim um circulo de referência imaginária que se dividia em 12 partes iguais, associadas aos meses do ano. A posição que o sol nascia em determinado momento sobre uma constelação (dentro de uma dessas 12 janelas) que definia o signo utilizado pela astrologia.

O Serpentário ou Ophiuchus é uma constelação que já existia e era conhecida desde a antiguidade, e seu nome tem origem pela representação de um homem carregando uma enorme serpente. Essa constelação não foi utilizada e não faz parte dos signos que conhecemos atualmente pelo fato de estar distante desse círculo imaginário que chamamos de faixa zodiacal, atravessando somente uma parte dela.

Ufa ! Então tanta confusão por uma cauda de serpente ignorada pelos antigos astrólogos?

Na realidade sim, pois as constelações servem apenas como pano de fundo e emprestam seus nomes aos signos, que são apenas referências. O céu que hoje observamos não é o mesmo que os homens viam há 3.000 anos, pois os corpos celestes que são a bases de estudo da astronomia estão em constante mutação e movimento, mais as bases simbólicas que estruturam a astrologia são felizmente as mesmas. Os signos são apenas 12 mais o céu está salpicado de estrelas...